Quando falamos de vinhos chilenos, falamos de Cabernet Sauvignon, Merlot, Carmenère, Chardonnay, Tempranillo, Syrah, entre outros, mas porque os vinhos chilenos são reconhecidos a nível mundial? Um dos segredos está nos seus solos.
O solo é, sem dúvida, um fator determinante na produção de um bom vinho. A localização geográfica do Chile tem impacto direto nos seus solos, permitindo uma grande diversidade de vales vitivinícolas com condições irrepetíveis a nível global.
Primeiramente o país esta dividido em 6 grandes regiões vinícolas, de norte a sul: Atacama, Coquimbo, Aconcágua, Vale Central, Região Sul e Região Austral. Mas essas 6 regiões se dividem em sub-regiões, zonas e múltiplas áreas.
ATACAMA (Valle Copiapó, Valle Huasco)

Em primeiro lugar temos a região mais ao norte do Chile, próxima à área mais seca do planeta, o Deserto do Atacama. Nas sub-regiões de Copiacó e Huasco são especializadas na produção de uvas para uma das bebidas estrelas do país, o pisco, destilado amplamente produzido e consumido no Chile. As uvas mais utilizadas são variedades crioulas como Pedro Giménez e Moscatel.
Por outro lado, no deserto de Atacama, perto de San Pedro você pode encontrar uma comunidade dedicada a produção de vinhos
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COQUIMBO (Valle del Elqui, Valle del Limarí, Valle del Choapa)
Logo, temos Conquimbo conhecida pelas grandes produções de uva de mesa e pela produção de pisco. Embora represente uma fração muito pequena da vinha chilena, está conseguindo grande impacto entre os vinhos de alta qualidade.
Por outro lado, o calor do sol forte nas vinhas altas que é aliviado tanto pelas brisas marítimas como pelos ventos das montanhas, fazem os principais pisco do país sejam produzidos nesta região.
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ACONCAGUA (Valle del Aconcagua, Valle de Casablanca, San Antonio)
Esta região inclui de norte a sul três zonas muito diferentes, porque tem clima frio, por exemplo o vale Casablanca e San Antonio, e as maiores zonas do interior com clima quente, como no caso do vale do Aconcágua.
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VALLE CENTRAL (Valle del Maipo, Valle de Cachapoal, Valle de Colchagua , Valle de Curicó, Valle del Maule)

Atualmente, o cenário vitivinícola do Chile é dominado pelo Vale Central, responsável por 83% da produção dos vinhos chilenos. É a região mais antiga do país e os 400 km que percorre de norte a sul.
Esta é uma região extensa, plana e quente, mas graças a Corrente de Humboldt faz com que durante o dia brisas frescas do mar soprem para o interior.
Entretanto, durante a noite, o ar frio que desce das montanhas faz com que os ventos frescos soprem ao contrário. Favorecendo assim período vegetativo, desenvolvimento de aromas complexos, mantendo a acidez das uvas.
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REGIÓN DEL SUR (Valle de Itata, Valle del Bío-Bío, Valle del Malleco)

Nestes 3 vales cada um possui um clima e um terroir distintos, por exemplo, o Vale do Itata, o mais antigo, concentra-se em variedades tradicionais como País e Moscatel, mas também cultiva Cinsault, Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay. O Vale do Bío-Bío e do Malleco que são mais frio, produzem Chardonnay, Pinot Noir e Sauvignon Blanc.
São drasticamente diferentes do resto das regiões vinícolas do país, porque no sul do Chile chove muito, até 50 centímetros por ano. Além do clima, os solos são principalmente de origem vulcânica, diferente de qualquer outro vale vinícola do Chile.
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REGIÓN AUSTRAL (Valle del Cautín, Valle de Osorno)
Finalmente a região austral, com um clima, frio e com muito vento, mesmo no verão, suas precipitações chegam a 1.100 mm anualmente. Seus solos são naturalmente arenosos e pedregosos, e os depósitos orgânicos dos rios o tornam fértil e produtivo.
A viticultura nesta região exige mais paciência, habilidade e determinação do que em qualquer outro vale chileno. O resultado são vinhos chilenos naturais frescos e ácidos, incluindo sauvignon blanc, pinot noir, riesling e chardonnay. Um vinho muito conhecido dessa região é o vinho da vinícola Casa Silva.
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